Logística reversa de lâmpadas

Logística reversa de lâmpadas

Com a finalidade de realizar a coleta, destinação ambientalmente correta e a descontaminação desses resíduos, está funcionando em 21 estados do País e no Distrito Federal o programa da Reciclus (Associação Brasileira para a Gestão da Logística Reversa), organização civil sem fins lucrativos, criada pelos principais produtores e importadores de lâmpadas, para atuar como Entidade Gestora do processo, seguindo um modelo de operação autossustentável.

O programa Reciclus é uma iniciativa que envolveu diversos segmentos da sociedade e atende à determinação da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), a Lei Federal nº 12.305/2010, que fala na responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos e na logística reversa (LR) como soluções para o descarte correto de itens que podem causar danos ao meio ambiente.

Participam do programa as seguintes lâmpadas de uso doméstico: fluorescentes compactas e tubulares; a vapor de mercúrio, sódio ou metálico; e luz mista.

A Reciclus implantou, até o mês de março de 2018, um total de 327 pontos de entrega em 65 cidades, mas o número cresce a cada semana. Ao longo de 2017, mais de 29 toneladas de resíduos foram recolhidas, totalizando mais de 198 mil unidades de lâmpadas.

Pontos de coleta

A implantação dos pontos de coleta segue os critérios técnicos indicados no Acordo Setorial, como número de habitantes, área urbana, densidade populacional, domicílios com energia elétrica, poder aquisitivo, infraestrutura viária e acessibilidade.

O processo de separação dos componentes utiliza tecnologia avançada, sob circunstâncias especiais e em ambiente controlado, para que não haja a contaminação do ambiente e das pessoas que operam os equipamentos.

Basicamente, separam-se os componentes de metal (terminais de alumínio, soquetes, e estruturas metálicas), o vidro (em forma de tubo, ou outra), o pó fosfórico (pó branco contido no interior) e, principalmente, o mercúrio, que é extraído e recuperado em seu estado líquido elementar.

É possível utilizar os resíduos na fabricação de vários outros produtos: vidros na produção de novos vidros para uso não alimentar; pinos de latão que podem ser fundidos e utilizados para produção de novos materiais; e pó fosfórico que, uma vez livre do mercúrio, pode ser reutilizado em fábricas de cimento ou asfalto.

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Fonte: www.osetoreletrico.com.br